Sábado, 21 de Abril de 2018

Água cristalina de fundo azul

Água cristalina de fundo azul e reflexos provocados pelas pequenas ondas.

Pequenas ondas originadas pelos teus movimentos suaves debaixo de água, por onde desliza um corpo elegante e longos cabelos negros.

E vens à tona da piscina de hotel e deparas com a zona alta da cidade, enquanto ainda respiras aceleradamente e de olhos bem abertos perante cenário tão belo.

E eu abro a janela e deparo com a imensa avenida debaixo de céu azul.

Encho o peito de felicidade por conhecer esta cidade e a música que baila nos meus ouvidos.

Passeias pela zona histórica numa manhã cheia de luz, desces até à margem do rio e contemplas as embarcações à vela ancoradas no cais na outra margem, com o teu vestido branco de seda esvoaçando lentamente ao ritmo da brisa.

E eu caminho com o sol baixo, desenhando uma silhueta negra projectada no chão polido de granito.

Subo agora da zona histórica em direcção à ponte cinzenta em ferro. Agora que estou debruçado sobre a ponte e aprecio a estupenda vista ao longo do rio, como eu gostaria de te conhecer, para partilhar a alegria que agora sinto.

E tu estás mesmo ali, e eu não te vejo. Os teus cabelos esvoaçam suavemente ao sabor do vento, largando um suave perfume que chega até mim.

Neste instante estou cá em cima, desfruto de uma imensa vista sobre o rio, até à foz. Os barquinhos em madeira, parecem tão pequeninos.

Agora que viajas de metro para cruzar a ponte sobre o rio, sorris docemente com o teu reflexo na janela. Vais piscando os olhos com o sol que brilha na tua pele.

E eu espero por ti cá fora, sem saber. Vou percorrer as ruas antigas da cidade, numa revelação constante de recantos e escadas estreitas, onde os telhados quase se beijam. Percorro caminhos no velho eléctrico amarelo-torrado e o céu azul já se enfeitou de nuvens brancas.

E tu sobes à zona alta da cidade, e avistas um mar vermelho de telhados com o rio ao fundo, onde passeiam barcos à vela, empurrados pelo vento, cada vez mais forte.

Eu continuo a subir as velhas escadas íngremes e estreitas da cidade, onde se escondem muitas histórias do passado.

E tu passeias mesmo ali ao lado, com o teu vestido branco de seda, esvoaçando em direcção ao mosteiro em granito. Deslumbrada, deslizas os dedos sobre os azulejos azuis e brancos que retratam cenas antigas.

Eu vou à varanda do edifício da música para apreciar o sol que ainda vai alto. Lá embaixo deslizam meninos em cima de pranchas com rodas velozes, numa alegre algazarra.

E num desencontro de corações, subo as escadas em alumínio e tu passeias no piso superior. Vais parar à varanda onde já estive por momentos. Sentes o meu perfume, enquanto aprecias a paisagem em céu azul sem nuvens.

Jardins, casas, palacetes, ruas antigas e nunca te vi. Museus, e a livraria onde folheias um livro e eu desço as antigas escadas vermelhas. Não te vi.

Enquanto saboreias um copo de vinho, dentro das caves, sonhas com paisagens deslumbrantes nas encostas do rio onde a uva ganha açúcar. E depois vens ao mercado tradicional onde aprecias o artesanato local e experimentas um par de óculos de sol. E o dia está a chegar ao fim. Que linda paisagem junto ao mar, agora que o sol desaparece na linha do horizonte. Um passeio de bicicleta no final do dia, junto ao mar de ondas de espuma branca.

Passaste por mim, como se já nos tivéssemos cruzado dezenas de vezes durante o dia. No mar, os surfistas ainda deslizam sobre as ondas batidas de crista alta.

E um concerto de final do dia no parque. À minha volta está um mar de gente. Tiro uma foto para mais tarde recordar este dia cheio. Depois de olhar para a foto com atenção, descubro uma cara sorridente que poderia ter partilhado comigo aquele dia.

Mais tarde, brindamos à felicidade num final de dia fantástico, onde o céu se divide em azul e tons de fogo.

E a noite chega depressa, passeias ao meu lado em avenidas de luz e reflexos no rio.

A noite enche-se de festa com pessoas animadas em todas as ruas. E danças comigo em alegres rodas naquela rua cheia de vida. E por fim chega o fogo-de-artifício a fechar com um beijo de paixão.


17-04-2018

João Pires

publicado por gestor às 21:00
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